Concursos Públicos Jurídicos

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sexta-feira, 21 de março de 2008

Persistência para vencer e concursos públicos

Alguns chamam de "provações", outros preferem denominar de "caminho", ou "longa estrada". Não importa, na verdade, o nome dado. O que importa mesmo é a essência, que é diferente para cada um de nós.

Não fugindo dos velhos ditados: "cada um sabe onde aperta o sapato". E com os concursos públicos não é diferente. Não dá para estabelecer uma regra quanto a nossos sentimentos, como seguimos o "caminho", mas uma coisa é certa: devemos saber quando seguir adiante.

O chamado "equilíbrio" é muito importante, pois ele nos auxiliará a tomar as melhores decisões, que não devem ser tomadas em momentos de desespero, desânimo, tristeza ou mesmo euforia. Tudo deve ser pesado, para que não perdamos tempo e dinheiro à toa.

A persistência, tema de que tratarei no post de hoje, é nossa companheira durante a preparação para provas de concursos públicos.

Ela é como uma sogra da qual não poderemos nos desvencilhar nunca durante a vida, pois, se por um lado pode ter um lado intragável, sem ela não teríamos conhecido aquela pessoa especial, por exemplo.

Hoje trago aqui um texto do jornalista e escritor Pedro J. Bondaczuk, autor do livro “Por Uma Nova Utopia”, constante no site http://www.planetanews.com/news/2006/10413, sob o título "persistir na persistência".

Além de inspirador, o texto merece ser relido de quando em quando para não esquecermos de nossas imensas capacidades que por vezes parecem adormecidas, esquecidas, esmorecidas...

Vamos à leitura, e seguir adiante!


"Persistir na persistência
Por Pedro J. Bondaczuk
As pessoas ainda têm, em sua maioria, uma idéia falsa, ou pelo menos estereotipada, a respeito do verdadeiro significado do heroísmo. Herói não é somente aquele sujeito que salva uma vida, ou que se destaca em uma batalha ou que tem um assomo ímpar de coragem, de acordo com os padrões vigentes. Estes podem sê-lo, não há dúvida. Contudo, o indivíduo aparentemente pacato, considerado "comum", aquele que não tem nada de excepcional na aparência ou nas atitudes que o destaque da multidão, mas que seja persistente na busca dos seus sonhos, aplicado em suas tarefas e responsável em sua conduta também o é. E talvez com maiores méritos do que aqueles que emergem, de uma hora para outra, para a fama, ao sabor das oportunidades ou circunstâncias.

O reverendo norte-americano Norman Vincent Peale, de tantas e positivas mensagens em seus inúmeros livros e sermões, observou: "Uma das coisas mais simples sobre a arte de viver é que para chegar aonde desejamos é preciso persistir na persistência". Trago estas palavras como lema em minha vida e repito-as nos piores momentos, naqueles em que massacrado por problemas e acossado pelo desencanto, me vejo tentado a desistir de tudo. Tanto isto é verdade, que as figuras que me são inspiradoras, aquelas que desejo imitar e que se constituem em luzes no meu caminho, foram persistentes na busca dos seus ideais, vencendo deficiências e superando dificuldades.

Em dezembro de 1967, classificado nos cinco primeiros lugares em um concurso de crônicas de Natal promovido pelo "Correio Popular", fui entrevistado pela professora e jornalista Célia Siqueira Farjallat. Na oportunidade, indagado sobre os meus ídolos, não titubeei. Nomeei, de imediato, Abraham Lincoln e Helen Keller. Ambos vencedores por sua coragem, fé e sobretudo persistência. O ex-presidente norte-americano era, quando moço, simples lenhador. Pôs na cabeça, no entanto, que um dia iria presidir os Estados Unidos. Estudou em condições adversas, à luz de velas, tornou-se advogado, destacou-se na profissão, entrou na vida pública, superou todos os obstáculos políticos para galgar degrau-após-degrau até chegar ao topo: à presidência da República. Conquistou, dessa forma, o seu sonho, não esperando pelo acaso. É, portanto, símbolo por excelência de persistência.

E o que dizer de Helen Keller? Cega, surda e muda, tinha tudo para ser posta à margem da vida e até para ser classificada como uma pessoa retardada. Mas nunca se conformou em assumir esse humilhante papel. É certo que contou com a generosidade de Anne Sulivan para se desenvolver. Primeiro, aprendeu a ler, através da linguagem Braille. Achou pouco. Decidiu aprender a falar. Também entendeu que ainda não era o suficiente. Queria ir mais longe, muito mais, na busca do seu espaço na vida.

Houve, é certo, momentos de desespero, em que pensou em abandonar tudo e se recolher à sua "desgraça". É compreensível. Mas Anne Sulivan não deixou. Keller persistiu. Formou-se, de forma brilhante, na universidade, em 1904. Ainda achava que era pouco. Tornou-se inflamada oradora. Fez palestras e conferências por todos os Estados Unidos, narrando sua experiência. Legou-nos vários livros, primores de otimismo e positividade. Anne Sulivan e Helen Keller, como se vê, persistiram na persistência.

A poetisa norte-americana Ella Wheeler Wilcox acentua: "O homem é o que ele pensa. Não o que diz, lê ou ouve. Mediante persistente pensar podemos desfazer qualquer condição que exista. Podemos libertar-nos de quaisquer cadeias, quer da pobreza, quer do pecado, da doença, da infelicidade ou do medo". E Michael Drury observa: "Podemos não ter os dotes necessários para construir uma ponte, compor um poema, ou descobrir uma nova estrela; mas se quisermos viver nossa vida com profundidade e espírito criador, precisamos trabalhar incessantemente para expressar o nosso próprio conceito do que significa estar vivo". Temos, em suma, que "persistir na persistência".

Um dos textos mais belos a este propósito nos foi legado por um francês igualmente persistente. Escritor, transformou-se em político, chegando ao Senado pelo voto popular e se tornando símbolo de homem público. E não apenas para as pessoas de seu tempo, mas de todas as épocas posteriores. Refiro-me ao poeta, romancista e conferencista Victor Hugo, que escreveu: "Todo o segredo dos grandes corações está nesta palavra: 'perseverar'. A constância diz que espécie de homem há dentro de nós, qual é a nossa personalidade, a dimensão da nossa coragem. Os constantes são os sublimes. Quem é apenas bravo tem só um assomo, quem é apenas valente tem só um temperamento, quem é apenas corajoso tem só uma virtude; o tenaz, porém, tem a grandeza". Tenacidade é sinônimo de persistência. Só ela conduz ao verdadeiro heroísmo. E este consiste em vencermos nossas deficiências. Em conquistarmos os nossos sonhos..."

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1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Parabéns pelo seu trabalho!!!
Está excelente o blog!!!
Ele está servindo de estímulo para que eu continue nessa jornada ao cargo público!
Obrigada!!!

31 de março de 2008 às 18:15  

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