Concursos Públicos Jurídicos

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sábado, 22 de março de 2008

Seleções de carreiras jurídicas

Hoje trazemos uma matéria que espelha muito bem o tema de que temos tratado aqui no blog: a dificuldade para a provação e a necessidade de empenho para com os estudos.

Nada cai do céu. Não existem fórmulas mágicas, mas o estudo de forma correta e consistente, firme, no sentido do objetivo.


"Seleções de carreiras jurídicas no DF, exigem muito dos concurseiros
21/03/2008 15:10

Lígia Maria Lopez - Do Correio Braziliense

Magistratura, promotoria pública, procuradoria. Carreiras desejadas por muitos, mas conquistadas por poucos, muito poucos. Na largada do último concurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por exemplo, havia nada menos que 2.236 candidatos concorrendo a 13 vagas. Já no primeiro obstáculo, a prova objetiva, muitos reprovados. Somente 149 pessoas conseguiram alcançar o mínimo exigido pelo concurso: nota igual ou superior a 60 pontos e classificação entre os 150 primeiros. Após a prova discursiva da segunda fase, apenas 21 aprovados.

No certame do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a situação não é diferente: em 2007, foram 2.108 pessoas para 51 vagas de juiz substituto. Mas apenas 228 conseguiram passar pelo estreito funil e submeter-se à segunda fase, pela qual somente seis pessoas foram aprovadas. Para o presidente da Comissão de Concurso para Magistratura do TDFJ e vice-presidente da Casa, Romão Cícero, a reprovação de tantos candidatos está na qualidade do ensino, não na dificuldade do certame. "Ou o ensino evolui para que seja mantido o padrão do passado ou o Estado flexibiliza para prover os cargos com os bacharéis que estão no mercado", critica ele.

Mas o que dizer de quem chega lá, apesar de ter estudado em uma instituição de nenhum prestígio e da jornada diária de 10 horas de trabalho? "Utilizei as dificuldades da minha vida como um diferencial positivo", conta o juiz de direito e professor Fábio Francisco Esteves, 27, aprovado, em 2006, no concurso para juiz do TJDFT. "O fato de ter estudado numa universidade com pouca estrutura deume forças, porque eu tinha menos chances do que os outros e por isso precisava me preparar mais", diz. E foi o que ele fez. Egresso da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) e funcionário do Banco do Brasil, Esteves transferiu-se para Brasília em busca de um contexto mais favorável para a realização do sonho. Afinal, aqui havia -- e ainda há -- bibliotecas, salas de estudos e bons cursos preparatórios. Mas existiam dificuldades para conquistar o sonho acalentado desde a adolescência: era preciso dividir o tempo entre o trabalho e os livros. E durante três anos, todos os fins de semana e janelas ocasionais na agenda foram dedicados ao desejo de ingressar na magistratura.

Disciplina
Aos sábados e domingos, o dia começava às 8h, com as matérias que considerava mais difíceis, como direito comercial, tributário e processual civil. Já as prediletas, como direto constitucional, penal e civil, ficavam para o período da tarde. A jornada era dividida em horários de 50 minutos de leitura e exercícios com intervalos de 10, esquema que era distribuído nos dois turnos -- manhã e tarde. "Eu estudava direto e parava a cada 50 minutos para relaxar, tomar um café e esvaziar a mente", lembra. Além disso, havia duas horas destinadas ao almoço e ao cochilo. "As pessoas se esquecem de que dormir é importante, refaz as energias", observa.

Por isso, as leituras complementares, depois que saía do curso preparatório, nunca entravam pela noite e só ocorriam quando o cansaço não era muito grande. Afinal, era preciso estar com a mente fresca para saltar da cama antes das 6h da manhã e repassar a matéria antes de sair para o trabalho, às 7h30. "Tive que fazer um grande esforço para me disciplinar assim. Fui rígido comigo mesmo para aproveitar bem o meu tempo". A disciplina entrou até nos momentos de prazer. "Não abria mão de ver os amigos, jantar com eles e ir ao cinema. Eram momentos em que eu espairecia e dos quais não abria mão", revela.

Em matéria de concurso público, aliás, perseverança e disciplina são ingredientes que fazem toda a diferença. "Sem persistência não é possível chegar lá", opina a coordenadora de um curso preparatório para carreiras jurídicas, Ana Maria Prates. "A experiência profissional também é um grande diferencial na seleção", observa outro coordenador de curso preparatório, Claúdio Farig.

Segundo ele, a desenvoltura em interpretar a lei e aplicá-la em casos concretos é a habilidade almejada pelas bancas organizadores desses concursos. "Juízes, promotores, procuradores têm que estar aptos a desenvolver peças processuais, com argumentos consistentes e conhecimentos tanto da lei quanto da jurisprudência. O examinador procura profissionais capazes de resolver dilemas e que não tenham apenas o conhecimento teórico. Afinal, é o que eles farão no cotidiano", ressalta ele.

Por isso, o candidato deve conhecer o entendimento dos tribunais superiores acerca da lei. "Saber a jurisprudência do STJ e do STF é fundamental para quem quer passar por esse funil", diz o professor. No caso dos concursos locais, como para juiz substituto do TJDF, o estudo precisa ser ainda mais específico. "Aconselho que o candidato procure o entendimento do magistrado que fará parte da banca e procure saber como aquele examinador entende a lei", afirma. "

FONTE: http://www.concursos.correioweb.com.br/index.html

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sexta-feira, 21 de março de 2008

Persistência para vencer e concursos públicos

Alguns chamam de "provações", outros preferem denominar de "caminho", ou "longa estrada". Não importa, na verdade, o nome dado. O que importa mesmo é a essência, que é diferente para cada um de nós.

Não fugindo dos velhos ditados: "cada um sabe onde aperta o sapato". E com os concursos públicos não é diferente. Não dá para estabelecer uma regra quanto a nossos sentimentos, como seguimos o "caminho", mas uma coisa é certa: devemos saber quando seguir adiante.

O chamado "equilíbrio" é muito importante, pois ele nos auxiliará a tomar as melhores decisões, que não devem ser tomadas em momentos de desespero, desânimo, tristeza ou mesmo euforia. Tudo deve ser pesado, para que não perdamos tempo e dinheiro à toa.

A persistência, tema de que tratarei no post de hoje, é nossa companheira durante a preparação para provas de concursos públicos.

Ela é como uma sogra da qual não poderemos nos desvencilhar nunca durante a vida, pois, se por um lado pode ter um lado intragável, sem ela não teríamos conhecido aquela pessoa especial, por exemplo.

Hoje trago aqui um texto do jornalista e escritor Pedro J. Bondaczuk, autor do livro “Por Uma Nova Utopia”, constante no site http://www.planetanews.com/news/2006/10413, sob o título "persistir na persistência".

Além de inspirador, o texto merece ser relido de quando em quando para não esquecermos de nossas imensas capacidades que por vezes parecem adormecidas, esquecidas, esmorecidas...

Vamos à leitura, e seguir adiante!


"Persistir na persistência
Por Pedro J. Bondaczuk
As pessoas ainda têm, em sua maioria, uma idéia falsa, ou pelo menos estereotipada, a respeito do verdadeiro significado do heroísmo. Herói não é somente aquele sujeito que salva uma vida, ou que se destaca em uma batalha ou que tem um assomo ímpar de coragem, de acordo com os padrões vigentes. Estes podem sê-lo, não há dúvida. Contudo, o indivíduo aparentemente pacato, considerado "comum", aquele que não tem nada de excepcional na aparência ou nas atitudes que o destaque da multidão, mas que seja persistente na busca dos seus sonhos, aplicado em suas tarefas e responsável em sua conduta também o é. E talvez com maiores méritos do que aqueles que emergem, de uma hora para outra, para a fama, ao sabor das oportunidades ou circunstâncias.

O reverendo norte-americano Norman Vincent Peale, de tantas e positivas mensagens em seus inúmeros livros e sermões, observou: "Uma das coisas mais simples sobre a arte de viver é que para chegar aonde desejamos é preciso persistir na persistência". Trago estas palavras como lema em minha vida e repito-as nos piores momentos, naqueles em que massacrado por problemas e acossado pelo desencanto, me vejo tentado a desistir de tudo. Tanto isto é verdade, que as figuras que me são inspiradoras, aquelas que desejo imitar e que se constituem em luzes no meu caminho, foram persistentes na busca dos seus ideais, vencendo deficiências e superando dificuldades.

Em dezembro de 1967, classificado nos cinco primeiros lugares em um concurso de crônicas de Natal promovido pelo "Correio Popular", fui entrevistado pela professora e jornalista Célia Siqueira Farjallat. Na oportunidade, indagado sobre os meus ídolos, não titubeei. Nomeei, de imediato, Abraham Lincoln e Helen Keller. Ambos vencedores por sua coragem, fé e sobretudo persistência. O ex-presidente norte-americano era, quando moço, simples lenhador. Pôs na cabeça, no entanto, que um dia iria presidir os Estados Unidos. Estudou em condições adversas, à luz de velas, tornou-se advogado, destacou-se na profissão, entrou na vida pública, superou todos os obstáculos políticos para galgar degrau-após-degrau até chegar ao topo: à presidência da República. Conquistou, dessa forma, o seu sonho, não esperando pelo acaso. É, portanto, símbolo por excelência de persistência.

E o que dizer de Helen Keller? Cega, surda e muda, tinha tudo para ser posta à margem da vida e até para ser classificada como uma pessoa retardada. Mas nunca se conformou em assumir esse humilhante papel. É certo que contou com a generosidade de Anne Sulivan para se desenvolver. Primeiro, aprendeu a ler, através da linguagem Braille. Achou pouco. Decidiu aprender a falar. Também entendeu que ainda não era o suficiente. Queria ir mais longe, muito mais, na busca do seu espaço na vida.

Houve, é certo, momentos de desespero, em que pensou em abandonar tudo e se recolher à sua "desgraça". É compreensível. Mas Anne Sulivan não deixou. Keller persistiu. Formou-se, de forma brilhante, na universidade, em 1904. Ainda achava que era pouco. Tornou-se inflamada oradora. Fez palestras e conferências por todos os Estados Unidos, narrando sua experiência. Legou-nos vários livros, primores de otimismo e positividade. Anne Sulivan e Helen Keller, como se vê, persistiram na persistência.

A poetisa norte-americana Ella Wheeler Wilcox acentua: "O homem é o que ele pensa. Não o que diz, lê ou ouve. Mediante persistente pensar podemos desfazer qualquer condição que exista. Podemos libertar-nos de quaisquer cadeias, quer da pobreza, quer do pecado, da doença, da infelicidade ou do medo". E Michael Drury observa: "Podemos não ter os dotes necessários para construir uma ponte, compor um poema, ou descobrir uma nova estrela; mas se quisermos viver nossa vida com profundidade e espírito criador, precisamos trabalhar incessantemente para expressar o nosso próprio conceito do que significa estar vivo". Temos, em suma, que "persistir na persistência".

Um dos textos mais belos a este propósito nos foi legado por um francês igualmente persistente. Escritor, transformou-se em político, chegando ao Senado pelo voto popular e se tornando símbolo de homem público. E não apenas para as pessoas de seu tempo, mas de todas as épocas posteriores. Refiro-me ao poeta, romancista e conferencista Victor Hugo, que escreveu: "Todo o segredo dos grandes corações está nesta palavra: 'perseverar'. A constância diz que espécie de homem há dentro de nós, qual é a nossa personalidade, a dimensão da nossa coragem. Os constantes são os sublimes. Quem é apenas bravo tem só um assomo, quem é apenas valente tem só um temperamento, quem é apenas corajoso tem só uma virtude; o tenaz, porém, tem a grandeza". Tenacidade é sinônimo de persistência. Só ela conduz ao verdadeiro heroísmo. E este consiste em vencermos nossas deficiências. Em conquistarmos os nossos sonhos..."

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segunda-feira, 17 de março de 2008

Resiliência e Concursos Públicos

Quem faz concursos públicos sabe que é importante ter resiliência. Nada melhor do que saber superar as adversidades, recuperar-se, seguir em frente.

Falar assim é fácil. Quem já não se sentiu tão sem chão, tão desamparado, chocado, que ficou sem reação, se deixou levar, ainda que por alguns instantes, por sentimentos tristes? Pois é. Essa é uma realidade pela qual os concurseiros passam muitas vezes antes antes de conseguir a tão desejada vaga.

Sejamos realistas: poucos são aqueles que são aprovados de primeira, no primeiro concurso que presta. Então, esteja preparado para o processo que se descortina a sua frente. Não ter medo de enfrentar as perdas, as eventuais derrotas do caminho é uma forma de encarar essa caminhada, mas procure vê-lo de outra forma.

Não se esqueça que, com o tempo, dedicação, estudo sério, você diminuirá a possibilidade de cair alguma matéria não estudada. Você diminuirá o aleatório. Outra coisa, sem dúvida, é que você assistirá com o tempo, suas notas melhorando, especialmente se tiver como hábito fazer provas. Assim, fixará cada vez mais a matéria.

Não se esqueça de motivar-se.

E pesquise na internet sobre resiliência, a arte de dar a volta por cima.

Seguem alguns links interessantes para você conferir:

http://www1.uol.com.br/vyaestelar/resiliencia.htm

http://www.reacao.com.br/programa_sbpc57ra/sbpccontrole/textos/sandravasconcelos-resiliencia.htm

http://www.scielo.br/pdf/pe/v8nspe/v8nesa10.pdf

http://www.bolsademulher.com/mulherinvest/materia/resiliencia_/5188/1

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